ECO-EFICIÊNCIA: UMA MUDANÇA DE REALIDADE
As empresas latino-americanas
dos dias de hoje enfrentam a difícil tarefa de gerar uma riqueza
que lhes permita sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo, além
de criar fontes de trabalho estáveis, promovendo simultaneamente
o desenvolvimento econômico e social da região onde se encontram.
Junto às questões anteriores, procura-se também reduzir
o impacto ambiental nos processos de produção.
Frente a essa perspectiva, as mesmas empresas geraram o conceito de "eco-eficiência",
isto é, conseguir uma eficiência econômica através
de uma eficiência ecológica. Isto, apesar de ser um conceito
recente e em etapa de evolução, representa toda uma visão
de futuro, que irrompeu com força em âmbito empresarial mundial
e conta com o potencial de ser o instrumento fundamental com o qual as empresas
possam contribuir com a implementação do desenvolvimento sustentável:
satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de gerações
futuras de satisfazer suas próprias necessidades.
Diferentemente do que se pode imaginar, as empresas não necessitam
deixar de lado suas práticas atuais e processos de produção
para se converterem em empresas eco-eficientes. Pelo contrário, a
eco-eficiência motiva uma inovação empresarial para
adaptar e adequar os sistemas produtivos existentes às necessidades
do mercado e do ambiente, e dessa forma consolidar níveis mais altos
de desenvolvimento econômico, social e ambiental. A implementação
de um programa efetivo de eco-eficiência tem como resultado a atuação
conjunta de uma excelência empresarial e uma excelência ambiental.
Foi assim que em um
dos maiores complexos tecnológicos do Golfo do México, localizado
em Tampico e Altamira, experimenta-se uma profunda mudança de mentalidade
graças a iniciativas como as do engenheiro químico Eduardo
Prieto, presidente do Conselho de Negócios para o Desenvolvimento
Sustentável do Golfo do México.
Em efeito, o CEDES fomenta a eco-eficiência, mediante métodos
de produção mais limpos e eficientes para refinarias e indústrias
petroquímicas, as quais aproveitam ao máximo seus produtos
de dejetos para reciclá-los e reutilizá-los como novos materiais,
em outras companhias do mesmo complexo industrial. A eco-eficiência
também inclui programas de treinamento para empresários e
serviços de educação ambiental para o público
em geral.
Um dos melhores exemplos
de eco-eficiência é o da companhia Nhumo, fabricante de betume,
que conseguiu eliminar a produção de 47 toneladas de dióxido
de carbono e gerar milhões de dólares em forma de benefícios
pela venda de gases reciclados que produzem energia a um custo muito baixo.
A reutilização dos gases com alto conteúdo calórico
evita o envio de grande quantidade de CO2 para a atmosfera, a qual contribui
para o efeito estufa e, ao mesmo tempo, elimina o uso de combustíveis
fósseis que custam mais dinheiro e poluem o meio ambiente. Graças
à eco-eficiência, esta companhia decidiu reciclar também
100% da água que utiliza.
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