
ALASKA
NO FORNO - AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS AMEAÇAM A POPULAÇÃO
INDÍGENA
"O clima realmente
muda. A cada ano temos um clima mais ameno", afirma uma anciã
do Alaska, Eleanor Sam, enquanto depena um ganso recém saído
do matadouro. "Quando éramos crianças vestíamos
roupas de pele grossas, agora já não as usamos". "O
oceano de lá deve ser quatro pés mais profundo", diz Clifford
Weyiuoanna, um caçador que caça para seu próprio sustento
e que já viu suas presas sucumbirem à trilha. "Esse ano
o oceano só tinha um pé de profundidade". Histórias
como essa são comuns nas últimas superfícies de montes
selvagens que restam dos Estados Unidos, e todas elas sustentadas também
pela ciência: as temperaturas no Alaska estão subindo 10 vezes
mais rápido em comparação com o resto do mundo.
Paralelo a isso, e contrário a esse alarmante exemplo de mudança
climática, existe um plano para o desenvolvimento ainda maior da indústria
petroleira ao longo de todo o Refúgio Ártico, um assunto que
tem dividido os habitantes nativos do Alaska. Por um lado, os Inupiat querem
as oportunidades de emprego e sua consequente geração de renda.
Por outro, os índios Gwitchin acham que o dito "desenvolvimento"
destruirá as renas caribu de quem dependem consideravelmente. A indústria
petroleira trouxe bastante prosperidade: cada cidadão do Alaska recebe
um cheque anual pelos benefícios do petróleo. Por outro lado,
cada barril de petróleo queimado que é enviado ao sul destrói
o delicado equilíbrio da vida no Ártico. Alaska no forno visita
uma das áreas mais remotas dos Estados Unidos onde as vantagens e desvantagens
da queima de combustíveis fósseis geram um verdadeiro contraste.